SCOTT KELLY: Data-dupla em Janeiro

O guitarrista/vocalista dos NEUROSIS regressa a Portugal no final do mês de Janeiro para uma data-dupla em Lisboa e no Porto.

SCOTT KELLY vai estar de regresso ao nosso país nos dias 26 e 27 de Janeiro, para dois espectáculos intimistas no Sabotage Club e no Understage (Rivoli), em Lisboa e no Porto, respectivamente. O currículo do músico norte-americano não se limita, no entanto, ao seu percurso como fundador, vocalista, guitarrista e compositor nos NEUROSIS, colectivo de Oakland que, ao longo das últimas três décadas, se afirmou como uma das entidades mais inovadoras, íntegras e influentes da música pesada e experimental.

A sua visão divide-se também por projectos como CORRECTIONS HOUSE, MIRRORS FOR PSYCHIC WARFARE, TRIBES OF NEUROT, e, ainda, na sua produção a solo. É talvez nesta última roupagem que, sob a forma de uma folk soturna, minimalista e desconcertantemente honesta, Kelly expõe de forma mais visceral sentimentos de perda, redenção e resiliência. Acompanhado em palco por John Judkins, multi-instrumentista reconhecido pela militância em projectos como RWAKE ou TODAY IS THE DAY, Scott Kelly fará soar no Sabotage e no Understage temas de discos como «The Wake» ou «The Forgiven Ghost In Me», bem como algumas composições inéditas.

LEMMY:
O último tema

Em baixo podes ouvir «We Are The Ones», a última gravação a solo de LEMMY KILMISTER, o malogrado líder dos Motörhead.

Cerca de meio ano antes da sua morte, em 2015, o líder dos Motörhead, LEMMY KILMISTER, terminou o que seria sua última gravação a solo, uma colaboração com o guitarrista, compositor e produtor Chris Declercq. O tema, como podem comprovar no player em baixo, chama-se «We Are the Ones» e contém todas as marcas registadas do lendário Kilmister.

Declercq conheceu Lemmy Kilmister em 2005 depois de se mudar de sua Suíça natal para Hollywood e ter abordado o líder dos Motörhead no Rainbow Bar and Grill da Sunset Strip. O músico suíço deu-lhe uma cópia de uma demo e os dois músicos acabariam eventualmente por trabalhar juntos em «We Are the Ones», que conta também com os préstimos de Josh Freese (A Perfect Circle, Guns N’ Roses) na bateria e com o co-produtor Martin Guigui nos sintetizadores. O tema foi começado a registar com o co-produtor Cameron Webb nos Paramount Studios em 2014 e Kilmister gravou as suas linhas de baixo em Março de 2015; sendo que a mistura final foi feita em Janeiro deste ano.

NILE:
Concertos em Fevereiro

Os norte-americanos NILE regressam a Portugal em Fevereiro para uma data-dupla na companhia dos lendários TERRORIZER.

Os NILE vão pisar novamente solo nacional em Fevereiro de 2018, durante aquela que será já a terceira parte da digressão de promoção ao seu mais recente registo de estúdio, «What Should Not Be Unearthed». Os concertos acontecem nos dias 15 e 16 de Fevereiro, no Hard Club e no RCA Club, no Porto e em Lisboa, respectivamente.

Nesta rota a banda norte-americana liderada pelo inimitável Karl Sanders vem a Portugal na companhia dos TERRORIZER — a banda do baterista Pete Sandoval — e dos gregos EXARSIS.

Mais informações em breve.

MORBID ANGEL:
«For No Master» [streaming]

«Kingdoms Disdained», o novo álbum dos lendários MORBID ANGEL, chega aos escaparates amanhã. No player em baixo já podes ouvir «For No Master», o segundo tema de avanço para o regresso dos lendários norte-americanos aos discos de longa-duração.

«For No Master» faz parte do alinhamento do novo álbum dos MORBID ANGEL, «Kingdoms Disdained», que será lançado amanhã, dia 1 de Dezembro, via Silver Lining Music (JVC no Japão). Gravado nos estúdios Mana Recording em São Petersburgo, na Florida, com o produtor — e ex-guitarrista da banda — Erik Rutan, o disco marca o primeiro lançamento com o baterista Scott Fuller (Annihilated, ex-Abysmal Dawn), que se juntou ao grupo no ano passado após a saída de Tim Yeung. Este é também o primeiro álbum dos Morbid Angel a contar com os préstimos do baixista/vocalista Steve Tucker desde «Heretic», de 2003.

«Kingdoms Disdained» será disponibilizado em CD (em jewelcase ou digipack com “tampa lenticular”), vinil de 180 gramas em capa dupla e download digital. Mais informações em relação aos vários formatos e pré-encomenda aqui

PHILIP H. ANSELMO & THE ILLEGALS:
«Choosing Mental Illness» [streaming]

«Choosing Mental Illness As A Virtue» é o título do novo álbum de PHILIP H. ANSELMO & THE ILLEGALS, que vai ser lançado a 26 de Janeiro.

PHILIP H. ANSELMO & THE ILLEGALS, o projecto liderado pelo antigo vocalista dos Pantera e e actual líder dos Down e Superjoint, vai lançar o seu segundo álbum, «Choosing Mental Illness As A Virtue», a 26 de Janeiro de 2018, através de uma parceria entre a Housecore Records e a Season Of Mist, que disponibiliza o disco em todos os territórios fora dos Estados Unidos. Este é o muito aguardado sucessor de «Walk Through Exits Only», que foi lançado em 2013 e suscitou críticas maioritariamente positivas.

O primeiro tema de avanço, pode ser ouvido no player em baixo.

Aqui ficam também a capa e o alinhamento completo do álbum:

01. Little Fucking Heroes
02. Utopian
03. Choosing Mental Illness
04. The Ignorant Point
05. Individual
06. Delinquent
07. Photographic Taunts
08. Finger Me
09. Invalid Colubrine Frauds
10. Mixed Lunatic Results

KREATOR:
«Hail To The Hordes» [vídeo-clip]

Os titãs do thrash germânico vão lançar um disco exclusivo amanhã. Em baixo, já podes ver o vídeo-clip para o tema-título, «Hail Tp The Hordes».

Este ano, os thrashers KREATOR decidiram associar-se ao Record Store Day e esta sexta-feira, 24 de Novembro, vão disponibilizar uma edição limitada de 1.000 cópias de «Hail To The Hordes», num picture-disc que estará disponível exclusivamente nas lojas que se registaram para participar nesta celebração anual do formato físico. Para assinalar a ocasião, a banda de Mille Petrozza disponibilizou um clip para «Hail To The Hordes», gravado na cidade natal da banda — Essen, Alemanha — no último mês de Março.

Os KREATOR continuam na estrada a promover o seu último álbum de estúdio, «Gods Of Violence», que entrou para o #1 da tabela de vendas na Alemanha.

VAGOS METAL FEST:
Moonspell, Masterplan e muito mais…

Os nacionais MOONSPELL e os germánicos MASTERPLAN estão entre as mais recentes confirmações para o VAGOS METAL FEST.

A organização do VAGOS METAL FEST anunciou esta tarde a adição de mais meia dúzia de nomes ao cartaz da edição de 2018, que decorre entre 9 e 12 de Agosto, na Quinta do Ega, em Vagos. O destaque desta “fornada” de confirmações vai para os nacionais MOONSPELL, para o germânicos MASTERPLAN, os holandeses CARACH ANGREN e os “luxemburgueses” LOST IN PAIN, aos quais se juntam também os nacionais HOLOCAUSTO CANIBAL e STONERUST.

Jà confirmados estavam os CRADLE OF FILTH, CONVERGE, DRAGONFORCE, SINISTER, ENSIFERUM, GWYDION, INVOKE, SERRABULHO, ATTIC, IN VEIN, BÖLZER e BLAME ZEUS. Os ingressos para o evento podem ser adquiridos aqui.

EPICA:
DECIFRAM O CÓDIGO
[entrevista + passatempo]

Ainda na ressaca de um concerto encantador no VOA 2017, os EPICA regressam ao nosso país numa data-dupla em nome próprio. A LOUD! conversou com Mark Jansen e dá-vos oportunidade de irem ao concerto à borla.

Após uma arrebatadora e explosiva actuação, que ainda está certamente fresca na mente dos milhares de pessoas que tiveram o prazer de os ver no VOA 2017, os EPICA vão subir aos palcos da Sala Tejo e do Hard Club, nos dias 21 e 22 de Novembro, em Lisboa e no Porto, respectivamente. Como “convidados especiais”, os famosos holandeses vão contar com o enorme talento dos conterrâneos VUUR, liderados pela icónica figura de Anneke Van Giersbergen, que trazem na bagagem a muito aguardada estreia «In This Moment We Are Free – Cities», e a etnicidade exploratória dos muito aplaudidos tunisinos MYRATH, que lançaram o explosivo «Legacy» em 2016 e foram alvo de enormes elogios por parte da imprensa especializada. Em jeito de antecipação a estes concertos, conversámos com Mark Jensen, guitarrista e membro fundador dos EPICA.

No momento em que fazemos esta entrevista estão na Alemanha, correcto?
Exactamente! Estamos em Hamburgo, que é uma cidade bem gira. Quero ver se, depois de terminarmos o soundcheck, ainda consigo ir dar uma volta antes do nosso concerto.

E que tal tem estado a correr esta actual digressão?
Muitíssimo bem. Nesta rota ainda só fizemos três espectáculos, mas as reacções foram fabulosas. Por enquanto tocámos na Polónia, na República Checa e, ontem, foi a vez de Berlim, portanto não temos quaisquer razões de queixa. O público compareceu ao apelo e apareceu em massa nessas três datas, por isso estamos a ter um óptimo início de digressão. Espero que, nas próximas datas, as coisas continuem a correr tão bem ou, porque não?, ainda melhor. [risos] Temos estado a divertir-nos imenso.

Tocar ao vivo, é algo que ainda te deixa entusiasmado?
Sem dúvida. Gosto muito de trabalhar no estúdio, de poder limar todas as arestas e estar atento a todos os pormenores, mas depois tocar os temas ao vivo é toda uma outra dose de adrenalina. Mesmo que tocássemos para apenas 50 pessoas, como aconteceu no início da nossa carreira, continuaria sempre a ser divertido.

Fala-nos um pouco sobre as bandas que andam na estrada convosco.
São duas bandas fantásticas! Os Vuur são o novo projecto da Anneke [Van Giersbergen], que era dos The Gathering. É uma pessoa fantástica, com quem nos fomos cruzando com frequência ao longo dos anos e é um enorme prazer tê-la connosco nesta digressão, a apresentar um álbum novo. Depois já conhecíamos também todos os outros elementos dos Vuur, por isso é como se estivéssemos em tour com os nossos amigos. Os Myrath, por seu lado, são da Tunísia e um daqueles grupos que acho que os nossos fãs vão gostar de descobrir… Têm uma personalidade musical muitíssimo marcada e isso é algo que não é propriamente comum nos dias que correm. No geral, é um tour package muito cool. Para mim, pelo menos. [risos] O mais importante disto tudo é que as pessoas que nos vêm ver possam experienciar uma série de sabores diferentes, por assim dizer.

Foram vocês que escolheram os Vuur e os Myrath para vos acompanharem?
Sim, geralmente somos sempre nós que escolhemos os grupos que nos acompanham. É mesmo só uma questão de fazermos um brainstorming entre toda a gente, atirarmos uns quantos nomes para cima da mesa e ver se estão interessados em ir para a estrada. Nós temos um manager, mas não é um manager igual aos outros.

Como assim?
O nosso manager é parte da equipa, não é só alguém que nos diz o que podemos ou não fazer… Quando fazemos alguma coisa é porque decidimos todos, em conjunto, fazê-lo e não porque alguém decidiu por nós que tínhamos de fazê-lo desta ou daquela forma. De resto, não nos sentiríamos confortáveis a trabalhar assim, acatando as ordens de outrém. No início, quando formei a banda, tratava de todas as questões de agenciamento e tudo o mais, mas às tantas, à medida que as coisas que foram tornando-se mais sérias, percebi que íamos ter de contratar alguém para desempenhar essas funções. Como já ouvimos todos essas histórias terríveis de managers que abusam das bandas, que controlam os músicos e tudo o mais, por isso fizemos mesmo questão de fazer a escolha acertada e escolher um manager atípico… E tem corrido muito bem.

Estes concertos vão acontecer apenas alguns meses depois de terem actuado por cá, no VOA 2017. O que é que os fãs podem esperar deste regresso?
Um concerto como cabeças-de-cartaz será sempre diferente de um slot num festival, por isso podem esperar uma produção e um alinhamento muito mais completos. Além disso, entretanto editámos o EP «The Solace System» –- de que andamos a tocar duas canções, a «Wheel Of Destiny» e a «Fight Your Demons» –- e temos estado a tocar também alguns temas que ainda não tínhamos apresentado ao vivo, como é o caso do tema-título do «The Holographic Principle», que incluíamos ontem à noite pela primeira vez na setlist. Havia imensa gente a pedir-nos para o tocarmos desde que o álbum foi editado, por isso resolvemos fazer-lhes finalmente a vontade. Como vamos fazer dois concertos, em Lisboa e no Porto, tenho a certeza que vamos incluir essa canção no alinhamento, nem que seja só num dos dois espectáculos. Portanto, se quiserem mesmo ouvi-lo, o melhor que têm a fazer é aparecer nas duas datas. [risos]

Nesta altura já têm oito álbuns no vosso fundo de catálogo… Está a tornar-se cada vez mais difícil elaborar as setlists?
Sem dúvida! Nós, por um lado, queremos muito tocar tanto material recente quanto seja possível porque é aquele que ainda está mais fresco, mas temos plena consciência de que não podemos ignorar os temas que os nossos fãs querem ouvir. E pronto, é óbvio que vai haver sempre alguém que acha que devíamos ter tocado este ou aquele tema em vez de outro qualquer… Isso é algo a que já estamos habituados. De qualquer forma, quando fazemos mais de um concerto em determinado país, tentamos sempre variar um pouco os alinhamentos e manter toda a gente feliz. Assim, quem nos vir mais que uma vez na mesma tour, pode ter a certeza que não vai ver o mesmo concerto duas noites seguidas.

Há algum tema que já estejas farto de tocar?
Não é que esteja farto, mas não gosto muito de tocar a «Never Enough» –- e sei que não sou o único na banda a sentir isso! [risos] Não sei exactamente porquê, até porque adoro a versão de estúdio, mas nunca me divirto a tocá-la ao vivo.

[J.M.R.]

[PASSATEMPO ENCERRADO]

A LOUD! não quer que ninguém fique de fora, e como tal, tem entradas para oferecer a quem quiser ir ver os EPICA. Ganham uma entrada os mais rápidos a enviar um e-mail para o endereço geral@loudmagazine.net com o assunto “QUERO IR VER OS EPICA!”, acompanhado do vosso nome completo, número de BI/CC e preferência de data (Lisboa ou Porto). Toca a participar!

VENCEDORES: Martim Norte | Pedro Miguel Fouto de Góis | Rute Nazaré Viegas Laranjeira | Duarte Alves de Azevedo Álvares Pereira | Valter Luis Rodrigues Silva | Rui Manuel Silva Gomes | Maria Amália Pereira | Paulo Manuel Passos Barros | José Gustavo Montanha Meireles Martins | Maria Arlete da Silva Pereira

IN FLAMES:
Brincam às versões

«Down, Wicked & No Good» é o título do novo lançamento dos suecos IN FLAMES e surpreende com quatro versões pouco previsíveis.

Depois de terem passado grande parte da última semana a lançar teasers nas redes sociais, os suecos In FLAMES decidiram apanhar a sua base de fãs de surpresa com o lançamento relâmpago do EP «Down, Wicked & No Good». No total são apenas quatro temas, todos versões de outros artistas consagrados — a saber, «It’s No Good» dos Depeche Mode, «Down In A Hole» dos Alice In Chains e ainda «Wicked Game» de Chris Isaak, aos quais se junta uma interpretação ao vivo de «Hurt», dos Nine Inch Nails.

Esta não é, de resto, a primeira vez que Anders Fridén e companhia decidem recriar um tema dos Depeche Mode — os suecos já tinham feito uma cover de «Everything Counts», dos pioneiros do synth-pop britânico, no álbum de 1997, «Whoracle». «Down, Wicked & No Good» sucede a «Battles», o 12º registo de longa-duração dos In Flames, o último a contar com os préstimos do baixista Peter Iwers e que marcou a estreia do baterista Joe Rickard.

CULT OF LUNA: «Years In A Day» à borla

Este ano o Natal chega mais cedo para os fãs dos CULT OF LUNA. A banda sueca disponibilizou recentemente o DVD «Years In A Day» para visualização em streaming.

«Years In A Day» foi captado na La Gaîté Lyrique, em Paris, corria o ano de 2016, e faz um óptimo resumo do que foi até ali a carreira dos CULT OF LUNA. A banda explica:

Há uns anos, decidimos reduzir o nosso esquema de digressão. O único motivo para isso foi evitar sentirmo-nos saturados, queríamos manter a chama da paixão a queimar. No entanto, as experiências que compartilhámos na estrada durante quase 20 anos mudaram-nos a vida a todos. Uniram-nos como irmãos e proporcionaram-nos o privilégio de interagir com pessoas incríveis em todo o mundo. Isso levou-nos a achar que estava na hora de lançar um registo especial relacionado com aspecto ao vivo dos Cult of Luna, que mostrasse o quanto evoluímos desde o «Fire Was Born», que foi lançado há oito anos. Lançar DVDs é sempre uma coisa difícil em todos os aspectos, mas este foi o momento certo… Para dar oportunidade às pessoas que não nos conseguem ver ao vivo com freqüência, e assim fechar uma era.