NÚMERO ACTUAL

Bastou uma década de trabalho duro e grandes malhões aos noruegueses Kvelertak para se intrometerem por entre os grandes nomes da música pesada. Neste tempo, e apenas com três álbuns editados, já andaram na estrada com gente do calibre dos Metallica, Mastodon ou Converge, e aproveitaram essas oportunidades ao máximo para cativar uma base de fãs que hoje em dia já é francamente numerosa. É esse “exército” que aguarda agora com ansiedade o novo «Splid» (que em português quer dizer algo como “discórdia”), o primeiro álbum com o novo vocalista Ivar Nikolaisen, e que a banda nos apresenta numa conversa longa e aprofundada onde todos os outros aspectos que fazem a vida de uma das bandas com maior potencial da actualidade foram discutidos também. Mas se os Kvelertak são a atracção principal da LOUD! de Fevereiro, não são nem de perto nem de longe a única.

– Sem sair sequer da Noruega, esse solo fértil para boa música extrema, não perdemos mais uma oportunidade de conversar com o verdadeiro ícone do metal que é o Ihsahn. O senhor Vegard Sverre Teitan, que foi como sempre simpatiquíssimo e eloquente, tem um EP novo, «Telemark», que promete ser o início de uma fase muito entusiasamente – mais uma! – da sua carreira, encetando uma espécie de “revisitar” daquilo que o rodeia desde jovem.

– Falando em ícones do metal, também os My Dying Bride são amplamente focados na LOUD! #227, com o novo álbum «The Ghost Of Orion» a surgir como fechar de um capítulo particularmente difícil para a banda, com mudanças de formação inesperadas e tragédias pessoais a ensombrar a criação daquele que já pode ser considerado como um dos discos mais marcantes de uma carreira longa e altamente celebrada. Todo um triunfo sobre a adversidade que discutimos com o guitarrista Andrew Craighan.

– Mais ícones? Ok, que tal então o Jon Schaffer dos Iced Earth e o Hansi Kürsch dos Blind Guardian juntos novamente nos Demons & Wizards? Demorou quase vinte anos, mas o terceiro álbum do projecto lá vai ver a luz do dia, e naturalmente fomos conversar com os dois veteranos do heavy metal sobre isso, e muito mais também.

– O contingente nacional está mais uma vez muito bem representado na edição de Fevereiro, com uma panóplia de nomes para todos os gostos e todas as gerações, digamos assim. Desde os mais… icónicos, não há volta a dar à palavra, como os Trinta & Um, pioneiros do LVHC, aos mais recentes como os Askö (que se desenvencilharam de um LOUD! DJ particularmente traiçoeiro), passando pelos mais experimentais como o incrível Scúru Fitchádu – cujo álbum novo promete mandar tudo abaixo -, as nossas páginas são um bom reflexo da variedade e vitalidade da cena nacional actual. Actual… e não só – não só temos os regressados Alien Squad neste número, mas também um artigo de fundo assinado pelo nosso Emanuel Ferreira, que conversou com vários membros das lendárias bandas, fizemos uma análise às reedições de clássicos de outros tempos que têm sido feitas nos últimos meses, trazendo de volta à primeira linha nomes cruciais como os Genocide, os BLACK CROSS ou os Vasco da Gama. A febre do revivalismo nacional está aí!

– E basta folhear a revista para perceber que isto são só alguns dos destaques. Não vos queremos dar mais spoilers, mas por entre os Tombs, os God Dethroned, os Loathe, os TSS / The Shaking Sensations, reviews, notícias, reportagens e tudo o que é bom metal ou música pesada relevante vos vai saltar para cima quando tiverem a LOUD! #227 nas mãos, algo que podem fazer já a partir da próxima 2ª feira, dia 3 de Fevereiro. Não percam!

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