NÚMERO ACTUAL

A “voz da Finlândia”, como foi apelidada pela presidente daquele país em tempos, está na capa da LOUD! deste mês, que chega às bancas já amanhã, dia 2. Pouco há mais a dizer sobre Tarja Turunen, e se dúvidas houvesse sobre o impacto e a influência da cantora ex-Nightwish no panorama musical internacional, basta só ver a quantidade de clubes de fãs e páginas de apreciação que gentilmente partilharam e comentaram nesta nossa capa para entender a importância da senhora à escala global. Apesar de tudo isto, como é notório na excelente conversa que tivemos com ela, mantém-se com os pés bem assentes no chão, humilde e prática como sempre, e ao longo de seis páginas falou-nos de tudo – da família, do seu dia-a-dia, da relação com os fãs, sonhos e aspirações e planos futuros. É uma presença titânica, que, no entanto, deixou bastante espaço para muita coisa que vai acontecendo nas outras páginas da revista. Por exemplo:

– Estamos como sempre atentos aos valores emergentes da cena nacional, e neste número damos voz aos Imploding Stars e aos FERE, que urgem ser (re)descobertos por todos. Já de emergente, nada tem o Simão Santos dos Martelo Negro, que enquanto não nos sumberge, isso sim, em javardeira com o disco novo que se aproxima, fez-nos uma bela Mixtape cheia de malhões insuperáveis. Para além de reportagens ao vivo de todos os grandes concertos que se deram no nosso país este mês, ainda passámos pelos ROCK ‘N’ RAW estúdios… ou melhor, passaram eles pela LOUD!, com o Bruno Rockn Raw a ser alvo de um LOUD! DJ cheio de peripécias. A mais significativa, e ao mesmo tempo, mais triste de todas, deu-se sem que na altura soubéssemos – o primeiro tema que lhe tocámos foi, precisamente, um dos Manilla Road em que muito se falou de Mark Shelton…

– Não são nacionais, mas foi em Portugal que falámos com eles: os bem conhecidos belgas Enthroned, um pilar do black metal europeu há vários anos, estiveram a gravar em Amarante, e como é natural demos lá um saltinho para perceber o que os trouxe a terras nortenhas e ouvir aquilo que será o seu próximo álbum em primeira mão.

– Porque Agosto parece ser mês de grandes senhoras, fomos também prestar homenagem à rainha do metal, DORO! Aos 54 anos de idade, sua majestade não dá sinais de abrandamento, e apresenta-se com não um, mas dois discos novos sobre os quais conversámos, numa amena cavaqueira que foi ainda ter às memórias gratas do antigo Hard Club.

– Como habitualmente, gostamos de misturar o tradicionalismo e os clássicos com o pessoal mais jovem que pensa fora da caixa e se aventura em territórios pouco mapeados. É o caso dos Zeal & Ardor, que têm em «Stranger Fruit» (o nosso álbum do mês, em Julho) um dos melhores discos do ano, dos Nothing, que transformaram contratempos em forças no seu libertador terceiro álbum, «Dance On The Blacktop», ou até os Mantar, duo já com história feita no nosso país, que tem no estrondoso «The Modern Art Of Setting Ablaze» um monumento sonoro que vai dar muito que falar, cheio de questões difíceis para nos fazer pensar por trás dos malhões selvagens que oferece, e da quais o frontman Hanno não se coibiu em falar frontalmente. Frontal é também o Jesse dos KEN mode, que tem uma solução para os que acham que o álbum novo do trio canadiano é muito curto – toquem-no duas vezes! E de preferência enquanto fazem exercício. Problema resolvido.

– Os Lucifer têm uma formação nova, com um tal de Nicke Andersson agora a fazer a música sobre a qual a líder Johanna Sadonis canta com a energia roqueira do costume. Um salto significativo em relação ao álbum de estreia, que o casal descreve como a banda a chegar ao seu espaço natural.

– Por falar em clássico, hardcore mais clássico que os Madball não há, e por isso cada disco novo é um acontecimento que nunca deixamos passar. Mas não os metam numa caixa fechada também – como o Freddy nos disse, o que está no coração deles é tão simplesmente… o rock’n’roll.

– Gostavam dos Agalloch? Vão gostar muito dos Khôrada também, então, já que são 75% da agora separada banda norte-americana, enriquecidos pelo A.J. dos Giant Squid. O disco de estreia é uma obra riquíssima, e também a conversa que tivemos com eles foi. E gostavam dos Vomitory? Calha bem que eles estão de volta, o que levou o Zé Almeida Ribeiro a chafurdar outra vez no catálogo dos suecos e a desenterrar um Tesourinho brutal do passado.

– A antever o Bloodstock Festival que aí vem, falámos com a organizadora, Vicky Hungerford, uma mulher de armas que nos contou várias peripécias ocorridas ao longo dos anos no festival. Incluindo um membro do staff de uma banda bem conhecida que no meio dos seus pedidos, terá ido um pouco longe demais… Só lendo, mesmo, para acreditar.

– Para além disto tudo e de muito mais, o habitual manancial de críticas, notícias, comentários, missivas e discursos sobre tudo o que vai acontecendo no mundo da música pesada, nas bancas amanhã! Se já forem assinantes, só precisam de se levantar do sofá para ir buscar a revista à caixa do correio. Se forem assinantes digitais, nem precisam de sair do sofá, é só pegar na vossa engenhoca digital de eleição. Boa leitura!

 
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