NÚMERO ACTUAL

Desmascarado! Talvez não literalmente, mas em termos de personalidade, foi assim que encontrámos o Tobias Forge, líder dos Ghost, na conversa intensamente pessoal que tivemos com ele. A primeira em que, apesar da existência do personagem Cardeal Copia, “novo” frontman da banda que temos na capa de Junho da LOUD!, foi mesmo com o Tobias que falámos, sem secretismos e sem pseudónimos, e com muitas revelações e pormenores fantásticos por parte do carismático sueco. Uma edição a não perder, até porque há nas restantes páginas muita coisa de elevado interesse também. A saber:

– Mais um número recheado de produção nacional! Desde uma viagem preliminar pelo mundo psicadélico dos Black Bombaim, que preparam um disco novo de formato invulgar, baseado em três sessões diferentes, até à brutalidade incomensurável dos novos e desumanizantes AXIA, voltamos a percorrer o espectro do peso musical português. Pelo caminho, recebemos mais uma série de lições de vida do sábio Luis Simões dos Saturnia, que diz que o novo «The Seance Tapes» é a cena mais honesta que já fez na vida, e descobrimos mais acerca da personalidade do Marcus Veiga dos Scúru Fitchádu, um tipo eclético ao extremo, que ouvia black metal às escondidas e tem Atari Teenage Riot como uma das suas referências maiores, num LOUD! DJ recheado de surpresas. Mais descoberta, do Luís Lamelas da Glamorama Rockshop, que nos presenteia com uma Mixtape brutal para ninguém botar defeito. Há ainda a possibilidade de investigar em maior profundidade nomes mais recentes, como os temíveis e misteriosos Summon ou os roqueiros Astrodome.

– O disco novo dos Yob, «Our Raw Heart», é um dos melhores de 2018 até agora, e o Mike Scheidt teve connosco uma conversa bem reveladora de tudo o que passou para chegar aqui com um monumento musical desta dimensão depois de um problema de saúde que quase o roubava para sempre. Num relato emocional mas também com a leveza bem disposta a que o simpático norte-americano já nos habituou, descreve o álbum como “uma celebração de termos aguentado os maus momentos, e termos conseguido fazer outro disco no ano em que quase morri. É uma maluquice, não é?” E é mesmo, mas das boas.

– A prever a visita que nos fará em breve, o John Baizley dos Baroness fez-nos o gosto de analisar a discografia completa da banda – disco a disco, lançamento a lançamento, o frontman diz-nos tudo o que vai na alma em relação a cada um deles. Sabiam, por exemplo, que os 22 minutos do «Second» foram todos gravados ao vivo no estúdio? E agora imaginem que num take que deveria ser definitivo, alguém se enganava aos 21 minutos… Parece que foi mesmo isso que aconteceu.

– Os Graveyard voltaram! E arrependimentos, só mesmo de alguma vez ter acabado com a banda. O Joakim Nilsson voltou a deixar o seu emprego “das nove às cinco”, apresenta-se para rockar com «Peace», e diz que a vibração sentida no seio da banda nunca foi tão positiva. E ouve-se!

– De volta estão também os Craft, que nunca acabaram, mas demoraram o seu tempinho para suceder a «Void». Sete anos depois, cá está «White Noise And Black Metal», e o Joakim Karlsson até esfrega sal na ferida e diz que neste tempo todo escreveu o suficiente para editar três ou quatro discos.

– Já não há Death, como é óbvio, mas há a next best thing, que são os Gruesome! O Matt Harvey diz que, com esta banda sui generis, quer que as pessoas sintam que estão a comprar um álbum novo dos Death a cada edição, e com o novo «Twisted Prayers», de facto sentimos que estávamos outra vez em 1990 a comprar o «Spiritual Healing».

– Mais coisas? Ouvimos o disco novo dos Sleep e caiu-nos no goto (juntamente com mais meia dúzia deles num mês particularmente rico em edições), e claro, como de costume, fomos ao SWR e ao Roadburn Festival, entre outros, e voltámos mais ou menos intactos para vos contar tudo o que aconteceu.

– Isto tudo, e muito mais, no já mágico e habitual dia 2, que é já neste próximo Sábado. Se já forem assinantes, só precisam de se levantar do sofá para ir buscar a revista à caixa do correio nos próximos dias. Se forem assinantes digitais, nem precisam de sair do sofá, é só pegar na vossa engenhoca digital de eleição. Boa leitura.

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