NÚMERO ACTUAL

É já amanhã, dia 2, que as bancas de todo o país se vão tingir de vermelho-sangue com a LOUD! de Julho. A poucos dias de fazerem a sua despedida dos palcos nacionais no VOA – Heavy Rock Festival, prestamos a justa homenagem aos Slayer, relembrando toda uma carreira ímpar e que se confunde com o próprio trajecto da música extrema, num artigo de fundo assinado pelo Ricardo S. Amorim.
 
Tal como sempre foi praticamente impossível partilhar um palco com os Slayer e não sair a perder, também é complicado para as outras bandas desta edição partilharem as nossas páginas com os gigantes de Huntington Park, mas o melhor elogio que se pode fazer a todas elas é que conquistaram o seu espaço merecidamente. A saber:
 
– Igualmente lendários, os Destruction preparam-se para editar o seu 14.º álbum de originais – e mesmo assim, o Schmier ainda acorda de vez em quando com dúvidas que isto tudo lhe esteja mesmo a acontecer.
 
– E falando em lendários, que tal o passado dos membros dos Memoriam? Não tem sido fácil erguer um novo monumento que esteja à altura do seu ilustre passado, mas à terceira o Karl Willets diz que foi de vez. E nós concordamos.
 
– Constantemente ambiciosos, os Sabaton atiram-se de cabeça para um álbum conceptual sobre a Primeira Guerra Mundial. Não é tarefa fácil, mas se alguém consegue, são os suecos.
 
– Depois da tragédia que foi a perda de Caleb Scofield, os Cave In encontraram na memória do seu companheiro a motivação para continuar e fazer uma (para já) transmissão final. Tivemos uma conversa emocional e reveladora com o Stephen Brodsky, o Adam McGrath e o J.R. Conners.
 
– À beira dos 40 anos de carreira, os D-A-D continuam a rockar que nem uns jovens, apesar de sentirem, como nos admitiram, os efeitos da idade. Mas sempre pela positiva!
 
– Falando de rock pela positiva, mais um disquinho dos Torche faz sempre bem à saúde, particularmente quando o Jonathan Nuñez o descreve como reunindo tudo aquilo que o quarteto gosta de fazer.
 
– Os Russian Circles estão de volta com um grandioso álbum novo, e mesmo ao fim destes anos todos o Mike Sullivan diz que ainda não sente que o trio domina a sua arte. E que essa é que é a piada disto tudo!
 
– Frontal, confrontacional e sempre de lingua afiada, Lingua Ignota, aka Kristin Hayter, é uma das artistas mais incisivas e mais vocais da actualidade. Partimos à descoberta do novo e aterrorizante «CALIGULA».
 
– Fascinantes, etéreos e únicos, os Pinkish Black estão felizmente de volta depois de uns sustos de saúde no ano passado. «Concept Unification» é um dos discos mais envolventes do ano, e o duo Daron Beck / Jon Teague continua a ser dos melhores conversadores de que temos memória.
 
– Nós por cá, fomos ao estúdio espreitar como está a “vestir-se” o primeiro álbum de longa-duração dos Wildnorthe e desafiámos os Uivo Bastardo para uma animada sessão do LOUD! DJ. Isto, claro, já para não falar de mais uma viagem aos cantos mais obscuros da história com a já habitual Marginália e Imaginário do David Soares.
 
– Tudo isto e muito mais, incluindo a montanha habitual de análises a discos, reportagens de concertos e festivais, notícias e rubricas regulares, este mês tudo banhado pela feroz hemoglobina dos Slayer. Já amanhã nas bancas, a não perder!
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