Terça-feira, Novembro 29, 2022

MARGINÁLIA E IMAGINÁRIO

Marginália e Imaginário

A primeira viagem que o escritor inglês Robert Southey fez a Portugal, de Janeiro a Abril de 1796, extinguiu os planos que ele fabricara dois anos antes com o poeta inglês Samuel Taylor Coleridge de fundarem uma comunidade utópica à beira do rio Susquehanna, no estado americano da Pensilvânia. Estes literatos do período Romântico queriam inaugurar a Pantisocracia: colectividade socialista-utópica, cujo nome formularam a partir da palavra em grego Pan e do neologismo Isocracia, almejando assim um significado de “o governo do Igual para todos”. Além de parceiros, Southey e Coleridge eram cunhados, porque casaram, respectivamente, com Edith e Sara...

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Marginália e Imaginário

No decurso de investigações arqueológicas realizadas em meados dos anos noventa do século passado no velho Convento de Nossa Senhora de Aracoeli, em Alcácer do Sal, reuniu-se um valioso espólio de figuras feitas de bronze, datadas dos séculos V e IV a.C.: são estilizações de humanos, animais (vários bois, um burro e um cão) e muitas personagens que foram apelidadas de Orantes, por mostrarem uma postura suplicante; curiosamente apresentam-se com grandes falos erectos. Uma das razões pelas quais os povos antigos deixaram por aqui significativos vestígios das suas viagens foi a existência de salinas por toda a linha dos estuários...

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Marginália e Imaginário

1860 foi o ano em que o académico alemão de ascendência portuguesa Johann Reis inventou o telefone (antes de o inventor britânico Graham Bell ficar famoso em 1876 pelo mesmo motivo) – circunstância que teria empolgado outro luso-alemão fascinado com as novidades de progresso técnico produzido pela Europa de meados de Oitocentos: o jovem D. Pedro V, rei de Portugal, filho da rainha D. Maria II e do rei consorte D. Fernando de Saxe Coburgo Gotha. No entanto, se é possível dizer que o erudito construtor do Palácio da Pena, em Sintra, representava o temperamento romântico, cosmopolita e alegre da...

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Marginália e Imaginário

Ler o longo diário escrito entre 1659 e 1669 pelo político e cronista Samuel Pepys (membro do parlamento inglês e administrador da marinha real no reinado de Carlos II) é conhecer com minúcia a história íntima do século XVII e é vislumbrar os bastidores de cenários em que se desenrolaram alguns dos acontecimentos mais importantes desses anos. Com efeito, a riqueza informativa e o interesse cultural do diário são maciços; sobretudo quando se pensa que não foi redigido com o fito de ser editado: escrito na críptica taquigrafia inventada pelo estenógrafo inglês Thomas Shelton é pleno de passagens poliglotas e...

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Marginália e Imaginário

Francisco Manuel de Melo e Francisco Rodrigues Lobo foram dois poetas portugueses seiscentistas que além de partilharem o nome serviram de inspiração a chufas e polémicas inventadas pelos seus rivais que quiseram nesses modos menosprezar a importância que já na altura se dava às obras destes insignes literatos no seio da corte e das academias – quanto a estas, a centúria de Seiscentos consolidou a viragem anti-universitária, anti-escolástica e anti-aristotélica, legada pelas italianizantes academias platónicas do século XVI, mas acrescentando pelo menos duas dimensões novas: uma foi a vulgarização de academias de fidalgos e de homens de negócios dedicadas ao...

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