ENTOMBED AD: Ao vivo no RCA Club, Lisboa, 08.11.2019 [vídeo]

Foi a 8 de Novembro de 2019 que vimos pela última vez o L-G Petrov ao vivo, no RCA Club, em Lisboa. Lendas do underground dos 90s, pioneiros de toda uma tendência e incontornáveis para quem gosta de música extrema, no Séx. XXI os ENTOMBED mantiveram-se como uma verdadeira dor de cabeça para os seus fãs. É certo que o fundo de catálogo, mesmo com os seus altos e baixos, continua a ser celebrado como deve ser, mas… Em 2019 tínhamos duas versões da banda. Os originais, que voltaram a reunir o core de fundadores para celebrarem um aniversário do «Clandestine» (até ver, nada mais fizeram), e a versão AD, que nos visitou na ocasião pela terceira vez na companhia dos BAEST e ABORTED.

Pois bem, comandados estoicamente (e em estado ébrio permanente) pelo vocalista LG Petrov, secundado por alguns dos músicos dos ENTOMBED antes da reunião de Alex Hellid com Nicke Andersson e Uffe Cederlund, foram os ENTOMBED AD que nos fizeram companhia para celebrarmos uma vez mais um legado de respeito, com o RCA Club a registar lotação esgotada. Os ânimos já estavam quentes quando os suecos subiram ao palco, e LG e companhia provaram ser os senhores da noite, recebidos de forma ultra efusiva pelos presentes desde a primeira nota. Até porque, quando debitaram o primeiro riff, já estava tudo mais que pronto para levar com uns petardos de death’n’roll.

Como podes comprovar no player em cima, cortesia do canal Positive Metal Attitude, foi precisamente o que nos serviram, com a banda a começar por intercalar um clássico («Chaos Breed») e uma excelente repescagem do passado (a «Eye For An I» foi um mimo) com temas da nova vida, dos quais se destacam sobretudo os de «Bowels Of The Earth». No entanto, o melhor estava guardado para a segunda metade do concerto. Com uma energia quente e contagiante de tão incansável e enérgica, a partir do momento em que se atiraram à «Stranger Aeons» deram início a uma sequência de clássicos a que ninguém poderia apontar defeito, composta por «Revel In Flesh», «Wolverine Blues», «Left Hand Path», «Serpent Speech» e «Supposed To Rot». Pese a incidência mais notória em material da casta AD, o quinteto protagonizou uma actuação potente, alicerçada nos riffs alimentados a HM-2 e na boa disposição de LG, a quem foi passada para a mão uma pint assim que irrompeu pelo palco. No final, foi quase uma hora de boa disposição abrutalhada, imprópria para cardíacos.