LED ZEPPELIN: 52 anos de «Stairway To Heaven» em seis versões [streaming]

Estava-se a 9 de Março. Corria o ano de 1971 e os LED ZEPPELIN iam para Belfast, no norte da Irlanda, testar novos temas. Tudo corria na dinâmica normal até Jimmy Page tomar a sua double neck e iniciar os primeiros acordes para um estranho tema folk. O público não ficou impressionado pelos sete dinâmicos minutos que a experiência durou. John Paul Jones lembra um aplauso contido, naquela noite, no Ulster Hall. O tema em questão era «Stairway To Heaven» e soava estranho para a altura. A letra que Robert Plant lhe adicionaria, ainda mais acentuava a estranheza. Page, uns anos mais tarde, contaria à BBC o que queria fazer. Inserida no quarto álbum de originais do grupo, também conhecido como «Symbols», a música já era enorme no final do ano. O disco onde está contida, vendeu mais de 40 milhões de cópias e os direitos para o tema renderam mais de 500 milhões de dólares. No final do milénio, já tinha sido tocada mais de três milhões de vezes na rádio, embora nunca tenha sido lançada como single. Em Novembro de 2007, com a edição da colectânea «Mothership», o tema conseguiu atingir o número 37 na tabela de singles britânica. A letra do tema permitiu muitas interpretações, com Plant, o seu autor, a referir ter obtido inspiração a partir do livro Magic Arts In Celtic Britain, de Lewis Spence. Opinião contrária teve um grupo religioso que, em 1982, falava de versos invertidos, a invocarem Satanás. Também um processo legal envolveu o tema, com uma longa batalha legal em que se invocavam as semelhanças com «Taurus», dos britânicos SPIRIT.

Tão icónica se tornaria a música, que seria alvo de inúmeras versões ao longo das décadas. Até mesmo os AC/DC fariam a antítese, na sua «Highway To Hell». Talvez uma das melhores e mais curiosas versões seja a dos LENINGRAD COWBOYS [aqui], a par da de FRANK ZAPPA [aqui]. Naturalmente que não se deve esquecer o tributo oficial das irmãs Wilson, das HEART, através do projecto LOVEMONGERS [aqui], ou os óbvios DREAD ZEPPELIN [aqui]. Pode ainda juntar-se o insólito de uma versão feita por DOLLY PARTON [aqui] ou mesmo referir um programa da TV australiana, The Money Or The Gun [aqui], que, no final da década de 80, todas as semanas convidava um grupo para fazer uma versão do tema, tendo tudo sido reunido mais tarde em duplo-CD. E acreditem, são mesmo inúmeras as versões, até mesmo em cento gregoriano, sempre presentes nos discos em homenagem aos LED ZEPPELIN.