NÚMERO ACTUAL

 

São um dos nomes mais fortes e, como o tempo veio a provar, de maior longevidade e consistência, de toda a cena do death metal de Gotemburgo, que tanto tem dado à música extrema desde o início dos 90s. Falamos, claro, dos Dark Tranquillity, que apesar de algumas mudanças de formação nos últimos anos, voltam a mostrar, no novo «Moment», que continuam no topo da sua forma. O grande destaque da LOUD! de Novembro vai então para a longa e reveladora conversa que tivemos com o líder e frontman Mikael Stanne, que em alguns momentos baixa mesmo a guarda e nos deixa perceber algumas das mais profundas motivações artísticas, tanto pessoais como da própria banda. Como o vocalista sueco admite, numa altura em que todos nós passamos por alguma auto-análise, já faz “isto” desde os quinze anos em full time, e não sabe bem sequer imaginar a sua vida sem esta banda e sem a sua música.

São então os Dark Tranquillity a figura de proa da edição #236, mas como sempre, há todo um mundo de outros atractivos nas restantes páginas da revista.

Como por exemplo:

– Produção nacional! A cena portuguesa recusa-se a efectuar qualquer tipo de rendição perante as condicionantes impostas pela terrível pandemia que nos assola, e para além de um artigo de fundo em que falámos com alguns promotores, técnicos e músicos proeminentes da “nossa praça” para tentar fazer um ponto de situação, há também, como é natural, as boas e velhas entrevistas com pessoal que não parou de se mexer e tem lançamentos novos e entusiasmantes para nos/vos mostrar. Caso dos Attick Demons, com «Daytime Stories, Nightmare Tales», sobre o qual o vocalista Artur Almeida muito teve para dizer. Também ao carismático Raça não faltou assunto, com os seus Revolution Within a editarem o novo «Chaos». E por falar em novo, temos ainda uma bela conversa com os estreantes Hellspike, que de “novatos” só têm mesmo o nome, compostos que são por figuras importantes do metal nacional.

– Depois destas conversas todas, demos um passeio pelas brumas da serra de Sintra, na companhia dos A Forest of Dreams, e à noite, fomos ao cabaret, mas as luzes estavam apagadas e a única figura que nos recebeu foi o demoníaco Charlie Sangnoir, armado com o novo álbum de La Chanson Noire. Assombrados, e um bocado excitados, lá bebemos um copo com ele.

– Então e nomes grandes internacionais? Claro que sim. Mr. Bungle, serve? E só para adoçar, foi com o Scott Ian que falámos. Pois é, o lendário trio regressou agora como quinteto, enriquecido por esses dois meninos algo talentosos, como são o guitarrista dos Anthrax e um tal de Dave Lombardo que parece que dá uns toques na bateria. Mais nomes grandes? Por exemplo, o senhor Phil Campbell, e os seus “fihos bastardos” – entre aspas, porque os Phil Campbell and the Bastard Sons são efectivamente o antigo guitarrista dos Official Motörhead a tocar umas malhas de rock com os seus filhos verdadeiros. A completar este trio de figuras universais, os Dimmu Borgir, que foram anunciados para o vindouro Vagos Metal Fest (tudo a fazer figas para que aconteça mesmo!), que na pessoa do guitarrista Silenoz, estiveram na cavaqueira connosco sobre o black metal, a sua história, e o seu momento actual.

– Falando do Silenoz, o cavalheiro também faz parte do “supergrupo” Insidious Disease, juntamente com o Marc Grewe dos Morgoth Official, o Shane Embury dos Napalm Death e o Tony Laureano, bem conhecido de um monte de bandas importantes. Não podíamos deixar passar esta colecção de nomes, reunidos pela primeira vez em mais de uma década para fazer o seu segundo álbum, passar sem uma converseta também.

– Se há músico que compraria a LOUD! este mês se soubesse português, seria provavelmente o Joey Vera, já que as duas bandas das quais é membro há mais tempo figuram ambas no nosso alinhamento de estrelas – os Fates Warning (cujo vocalista Ray Alder foi o interlocutor de serviço) e os Armored Saint, para quem foi o próprio baixista a contar-nos tudo o que há para saber sobre o novíssimo «Punching The Sky».

– Já parece muita coisa, e é de facto, mas ainda há muito mais para descobrir na LOUD! de Novembro. Dos Pallbearer aos Nothing, passando pelos Katla., há escuridão com fartura, reforçada pela sempre tenebrosa perspectiva histórica do David Soares na sua sempre grotescamente revelador coluna Marginália e Imaginário. Para além disso, o monte de reviews, notícias e tudo o mais que já se espera de cada edição da nossa/vossa revista, tudo pronto a cair nas vossas mãos, já disponível nas bancas.

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