NÚMERO ACTUAL

Os Deftones fazem parte do clube restrito de bandas que já adornaram a capa da LOUD! por pelo menos três vezes, o que só por si já diz muito da importância e influência duradoura e constante do conjunto norte-americano. Parecendo que não, já são mais de 30 anos de existência, com o seu quinhão de problemas internos e tragédias pelo caminho, mas mesmo assim mantendo sempre uma postura desafiante, irrequieta e dinâmica. «Ohms» é o nome do novo álbum dos cinco de Sacramento, e nesta edição de Outubro – nas bancas já amanhã, dia 2! -, tivemos longa e reveladora conversa com o baixista Sergio Vega, que até nos contou o que é que sente quando vai ao Facebook e se depara com “teorias da conspiração” sobre qualquer aspecto da vida da banda.

Mas há muita vida além dos Deftones na nova LOUD!, reflexo de um 2020 que teima continuar a dar-nos música de grande qualidade como contraponto às dificuldades acrescidas que temos todos vivdo este ano. A saber:

– Outra banda que também se recusa a deitar-se à sombra das suas conquistas passadas são os islandeses SÓLSTAFIR. Expoente máximo de uma cena musical que se tornou grande neste século, voltam agora ao inglês para os títulos de álbuns com o verboso «Endless Twilight Of Codependent Love», mais uma montanha-russa de emoções e grandes malhas, que tanto pegam em resquícios de black metal como em ambientes jazzy, para no fim, quase sem se perceber como, tudo resultar na perfeição. Na conversa que tivemos com ele, o frontman Aðalbjörn “Addi” Tryggvason até nos conta sobre a altura em que se sentiu um verdadeiro Freddy Mercury…

– Continuamos praticamente sem concertos para nos animarem os dias e as noites, e portanto um álbum ao vivo como deve ser é algo que ganha uma importância nova nesta altura. Entram os HammerFall, portanto, que têm em «Live! Against The World» precisamente o que o médico receitou para esse mal. O Oscar Dronjak continua a ser um tipo super simpático e, para além dos detalhes sobre este novo lançamento, falou-nos de tudo um pouco, desde o seu amor por bootlegs até à sua guitarra em forma de Mjolnir.

– Da Noruega, como é habitual, vêm-nos dois dos mais impactantes álbuns dos últimos meses, da autoria de duas bandas que, por incrível que pareça hoje em dia, já tiveram muitas parecenças sonoras entre si. Tendo ambas evoluído de forma dramática, pouco liga actualmente os Ulver aos Enslaved, a não ser precisamente esse espírito aventureiro e irreverente de constante mutação. Isso, e o facto de estarem ambas na LOUD! #235, claro. O Kristoffer Rygg e o Ivar Bjørnson continuam também a ser das pessoas mais interessantes que há para dar dois dedos de boa conversa em toda a cena internacional, e desde o encarar da franca possibilidade de este ser o último álbum dos Ulver até ao revelar do que é que o Ivar faz quando todo o resto da banda se vai enfrascar numa afterparty, há aqui muita história para contar.

– Das adversidades, muitas vezes, surge o brilhantismo, e os CRIPPLED BLACK PHOENIX (official) são um bom exemplo. Imaginem que o vosso vocalista vos informa que vai sair da banda no dia em que vão começar a gravar um álbum novo. Chato, não é? Já o Justin Greaves viu isso como uma oportunidade de ligar a uns amigos para ajudar, e quando se tem amigos do calibre de Vincent Cavanagh (Anathema), Kristian “Gaahl” Espedal (Gaahls WYRD), Jonathan Hulten (Tribulation (Official)) ou Ryan Patterson (Fotocrime) para cantar no nosso disco, digamos que a probabilidade de tudo correr bem é elevada, e o Justin também acha que sim.

– Já parece muita coisa, não é? E se vos dissermos que ainda falámos com os Molassess, que recuperam toda a formação sobrevivente dos The Devil’s Blood, com a nova sensação do doom, UADA, com os rejuvenescidos Spirit Adrift, com o virtuoso Derek Sherinian, ou com os criadores de negritude sueca NECROPHOBIC? Já para não falar dos Fit For A King, dos Sevendust, dos Alpha Wolf, dos Neon Animal e da misteriosa novidade nacional Cruzada.

– Para além de todas estas novidades, ainda há mais um episódio histórico tenebroso contado pela pena única do David Soares, mais um Tesourinho Pertinente para desenterrar, e uma montanha de críticas a todos os principais lançamentos do metal e afins das últimas (e das próximas) semanas. Tudo isto, já disponível, nas bancas e nos sítios do costume.

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