NÚMERO ACTUAL

 
Aí está 2021 em pleno funcionamento, e sinceramente, parece que não saímos de 2020. Os mesmo problemas, a mesma situação de pandemia, só que pior, enfim, todo o horror que continuamos a desejar a cada segundo que se desvaneça. Tal como em 2020, um dos poucos bons escapes que vamos tendo são as novas edições das nossas bandas favoritas, sejam elas quais forem, e ao que tudo indica a riqueza musical de 2021 vai também manter o ritmo de 2020. Foi para nos focarmos nessa luzinha ao fundo do túnel que elaborámos uma lista, nada exaustiva, diga-se, daquilo que este ano nos pode vir a dar em termos discográficos. São 21 discos para 2021 para começarem a fazer marcações no calendário, e esperemos que gostem. Podiam ser muitos mais, claro que sim, e nem sequer nos demos ao trabalho redundante de incluir os bons que já saíram em Janeiro e Fevereiro.
 
– …como por exemplo o «Hermitage», dos Moonspell! Pois é, o 13.º álbum de estúdio da mais internacional das bandas de metal nacionais sai a 26 deste mês, representa uma viragem importante no som e na carreira da banda (recorde-se que é o primeiro com o novo baterista, Hugo Ribeiro, e o primeiro gravado com o conceituado Jaime Gomez Arellano) e como não poderia deixar de ser, tornou-se no grande destaque desta edição. Pedimos ao Ricardo S. Amorim, o autor da biografia «Lobos Que Foram Homens», para novamente mergulhar no coração dos Moonspell, e foi o que ele fez de forma sábia como sempre, proporcionando-nos oito páginas de uma conversa profunda e por vezes surpreendente com o “núcleo duro” formado por Fernando Ribeiro, Pedro Paixão e Ricardo Amorim, com o produtor Gomez a meter também uma colherada lá para o fim. Imperdível.
 
– Exactamente no mesmo dia, é editado «The Darkest Skies Are The Brightest», novo trabalho de uma senhora ilustre que até já cruzou caminhos com os próprios Moonspell algumas vezes – falamos, claro, da Anneke Van Giersbergen. Sempre simpática e de uma honestidade desarmante, a Anneke sentou-se connosco e abriu o coração sobre os tempos difíceis que levaram à criação deste álbum, que muitos já apontam como o seu melhor desde a saída dos theGathering.
 
– De certa forma sucessores espirituais dos The Gathering para este século, os Epica também apostam forte em 2021. «Omega» é editado em… adivinhem lá? Pois é, 26 de Fevereiro também, e também é apontado por muitos como o melhor da já longa discografia da banda holandesa. E até o Mark Jansen acha o mesmo, conforme confessou ao Jorge Botas.
 
– Numa edição recheada de grandes figuras, também conversámos com o Steven Wilson, um dos líderes actuais da música progressiva e sempre um dos tipos mais interessantes com quem estar um bocado na palheta, porque tem opiniões sobre tudo e não tem medo nenhum de as exprimir.
 
– Em termos de produção nacional, para além das estrelas da capa, também andámos por aí à cata do que as várias facções do underground cá do burgo têm para oferecer. E como sempre, a oferta é riquíssima e diversificada – a javardeira do punk dos DOKUGA, o LVHC musculado dos Mordaça ou os regressados thrashers ANGRIFF são apenas alguns exemplos da vitalidade constante que o nosso pequenito país, mesmo espremido pela crueldade da pandemia, continua a demonstrar.
 
– Então e extremidade? E cagaçal, e barulho, perguntam alguns aí atrás. Também temos! Mantendo o equilíbrio entre estilos e registos nas nossas páginas, demos também alargado destaque aos the body, cujo «I’ve Seen All I Need To See» é das coisinhas mais agrestes que ouvimos nos últimos tempos. E claro, brutos são e sempre serão os Hatebreed, que nos confessam numa animada conversa que nunca poderão escrever uma balada – os fãs nunca os perdoariam!
 
É isto tudo e muito mais – dezenas de reviews, notícias, mais entrevistas e as rubricas do costume, claro – que podem esperar da LOUD! #238, nas bancas já hoje, dentro do possível.
 
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