Quarta-feira, Agosto 10, 2022

Etiqueta: david soares

Marginália e Imaginário

Qualquer símbolo comporta diferentes significados de acordo com o contexto em que é empregado e as origens de alguns símbolos são difíceis de apurar. Miríades de símbolos surgem, de modo autónomo, em diversas culturas que não se relacionam entre si; às vezes com definições diferentes, outras com sentidos semelhantes. A interpretação deve ser feita no âmbito dessas diversificadas aplicações. O pentagrama é um símbolo universalmente reconhecível que evoca, de imediato, imagens associadas à bruxaria e ao satanismo, principalmente quando surge “invertido”, mas essa ligação, popularizada por livros, filmes e séries ...

Ler mais
Marginália e Imaginário

A primeira viagem que o escritor inglês Robert Southey fez a Portugal, de Janeiro a Abril de 1796, extinguiu os planos que ele fabricara dois anos antes com o poeta inglês Samuel Taylor Coleridge de fundarem uma comunidade utópica à beira do rio Susquehanna, no estado americano da Pensilvânia. Estes literatos do período Romântico queriam inaugurar a Pantisocracia: colectividade socialista-utópica, cujo nome formularam a partir da palavra em grego Pan e do neologismo Isocracia, almejando assim um significado de “o governo do Igual para todos”. Além de parceiros, Southey e ...

Ler mais
Marginália e Imaginário

No decurso de investigações arqueológicas realizadas em meados dos anos noventa do século passado no velho Convento de Nossa Senhora de Aracoeli, em Alcácer do Sal, reuniu-se um valioso espólio de figuras feitas de bronze, datadas dos séculos V e IV a.C.: são estilizações de humanos, animais (vários bois, um burro e um cão) e muitas personagens que foram apelidadas de Orantes, por mostrarem uma postura suplicante; curiosamente apresentam-se com grandes falos erectos. Uma das razões pelas quais os povos antigos deixaram por aqui significativos vestígios das suas viagens foi ...

Ler mais
Marginália e Imaginário

1860 foi o ano em que o académico alemão de ascendência portuguesa Johann Reis inventou o telefone (antes de o inventor britânico Graham Bell ficar famoso em 1876 pelo mesmo motivo) – circunstância que teria empolgado outro luso-alemão fascinado com as novidades de progresso técnico produzido pela Europa de meados de Oitocentos: o jovem D. Pedro V, rei de Portugal, filho da rainha D. Maria II e do rei consorte D. Fernando de Saxe Coburgo Gotha. No entanto, se é possível dizer que o erudito construtor do Palácio da Pena, ...

Ler mais
Marginália e Imaginário

Ler o longo diário escrito entre 1659 e 1669 pelo político e cronista Samuel Pepys (membro do parlamento inglês e administrador da marinha real no reinado de Carlos II) é conhecer com minúcia a história íntima do século XVII e é vislumbrar os bastidores de cenários em que se desenrolaram alguns dos acontecimentos mais importantes desses anos. Com efeito, a riqueza informativa e o interesse cultural do diário são maciços; sobretudo quando se pensa que não foi redigido com o fito de ser editado: escrito na críptica taquigrafia inventada pelo ...

Ler mais
Marginália e Imaginário

Francisco Manuel de Melo e Francisco Rodrigues Lobo foram dois poetas portugueses seiscentistas que além de partilharem o nome serviram de inspiração a chufas e polémicas inventadas pelos seus rivais que quiseram nesses modos menosprezar a importância que já na altura se dava às obras destes insignes literatos no seio da corte e das academias – quanto a estas, a centúria de Seiscentos consolidou a viragem anti-universitária, anti-escolástica e anti-aristotélica, legada pelas italianizantes academias platónicas do século XVI, mas acrescentando pelo menos duas dimensões novas: uma foi a vulgarização de ...

Ler mais

Bem vindo de volta!

Entra na tua conta

Criar Nova Conta

Preenche os formulários para registar

*Ao se registrar em nosso site, você concorda com os Termos e Condições e a Política de Privacidade.

Recupera a tua password

Por favor introduz o teu utilizador ou endereço de e-mail para reiniciar a password